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Outro
aspecto a discutir é o encontro tão frequente entre
os fenômenos do psiquismo mais profundo e as vivências humanas.
Com o passar dos anos e o avanço das pesquisas psicológicas,
cada vez mais a ciência tem se interessado pelo que sempre
foi chamado de espiritual e atribuído à
existência de seres do astral ou de outras dimensões
da realidade.
Já não se pode mais, assim, afirmar taxativamente
que tais vivências humanas são alucinações
ou, de outro lado, prova viva da existência de tais
seres e dimensões; mais prudente seria adotar a postura
de viver a experiência e depois, somente depois, atribuir-lhe
este ou aquele valor.
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De qualquer
maneira, seja uma coisa ou outra, o contato consciente com tal possibilidade
de vivência aumenta em muito a capacidade do ser humano se harmonizar
consigo mesmo e com o mundo à sua volta, retornando gradativamente
a um estado de equilíbrio que em alguma medida e por inúmeras
razões já se comprometeu.
Tal justaposição entre psiquismo e espiritualidade sempre
fez, contudo, com que as práticas xamânicas de cura se
revestissem de alguma ritualística religiosa, fosse ela composta
com símbolos indígenas, africanos, orientais ou mesmo
cristãos. |
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